Fez no último dia quinze um mês que se concretizou, mas o projeto destas madrinhas de casamento começou a tomar forma muito antes. Conheci-as todas por intermédio da noiva, que nos apresentou e me lançou o desafio de ajudar a criar os looks para as suas quatro damas de honor.
O briefing era claro e aparentemente simples: uniformidade na cor dos coordenados – amarelo torrado, em sinergia com a maravilhosa Torre de Palma, onde decorreu a cerimónia e celebração – em modelos e styling que realçassem a personalidade e estilo pessoal de cada uma das madrinhas – e como elas eram diferentes umas das outras. Digo aparentemente simples porque, por vezes, as coisas mais simples são as mais difíceis de encontrar…
Eis-nos, então, perante o primeiro desafio: a cor. Digo, “a” cor. Linda, luminosa, alegre, cheia de energia, símbolo de prosperidade e felicidade, uma das minhas cores favoritas e… nowhere to be seen. Fornecedores habituais, comércio tradicional e… nada. Valeu-nos a dedicação dos parceiros que procuraram junto dos seus parceiros e ao fim de umas semanas, luz verde. Quer dizer, amarela! Torrada, solar, literalmente aquilo que pretendíamos.
O segundo (e terceiro) desafios chegaram já íamos no meio do caminho: orçamentos aprovados, modelos definidos, primeiras provas em marcha e… não um, mas 2 (d-o-i-s!) bebés a juntar à equação, cada um na barriguinha de uma mã(e)drinha!
Nunca, neste meu percurso, tinha tido uma destas (boas) surpresas. Tivemos, obviamente, que repensar e adaptar modelos, mas o mais difícil de gerir foram as mudanças do corpo. Eu própria já estive grávida e sei que as alterações que vemos acontecer são diárias, mas nunca as tinha tentado fazer entrar num vestido a cada três semanas!
Ficaram, pois, duas das madrinhas com as últimas provas em jeito de noiva, quase na véspera da cerimónia, para garantir que os filhotes não pregavam rasteiras às mamãs nos seus looks e, no final, eu não podia ter ficado mais feliz.
Espero que as madrinhas se tenham sentido tão bonitas, como a luz que irradiavam no dia, que era principalmente fruto do amor sincero com que “entregaram” a Vero ao João. Vejam com os vossos olhos e digam lá se não eram as madrinhas mais solarengas que já viram?
Obrigada à Erika, à Joana, à Leonor e à Tatiana pela confiança, e à Vero e ao João pelo privilégio de terem partilhado comigo este momento absolutamente inesquecível ♥

